Projeto Vale Vivo: Reflorestamento, Autossustentabilidade, Agricultura Familiar Ecológica e Formação Permanente

Apresentação
A proposta objetiva o desenvolvimento e aprimoramento de projeto piloto de agricultura familiar para o reflorestamento do vale do Ribeira nas cidades de Sete Barras e Juquiá, contribuindo para o equilíbrio ecológico, a viabilidade financeira de várias famílias de pequeno proprietários rurais organizadas pela ONG Agrisolvale pela atividade produtiva não predatória da produção do palmito pupunha e replantio do juçara. Pretende possibilitar condições para a erradicação das violações da legislação protecionista e incorporação dos infratores como mão de obra qualificada e remunerada nas atividades produtivas e de reflorestamento, indicando a perspectiva do processamento maqui faturado do pupunha e sua distribuição regional, estadual e posteriormente nacional.
Assim, a Agrosolvale com financiamento e equipe técnica com reconhecido mérito e mão de obra especializada, na medida do possível incorporando pessoas da comunidade envolvida, irá atuar na construção de infra estrutura necessária para a sua execução pelo projeto Vale Vivo.
Ser]ao criados órgãos e segmentos distintos de infraestrutura que estarão integrados e interagindo constante mente, sendo possível uma integração horizontal e vertical em termos organizacionais, funcionais e de competências. Serão com postos por equipes técnicas selecioanadas pela Associação, incorporando sempre elementos da comunidade, em processo de formação permanente na prática profissional e em atividades de oficinas ou cursos. São cinco os segmentos fundamentais para desenvolver o projeto que irão ser constituídos em etapas, alem do que já está consolidado pela associação, a saber:
Centro de Formação Permanente Para o Trabalho Cidadão e Ecológico.
Formação de mão de obra especializada para o plantio do juçara no reflorestamento e do pupunha para a produção para o mercado. Além dos aspectos agrícolas e de preservação do meio ambiente deve ser pontuado pelos princípios de autossustentatbilidade, cidadania, e cultura da paz, voltados para o aperfeiçoamento da produção familiar doméstica até atingir gradualmente capacitação para lidar com o processamento fabril da produção do palmito em conserva e adentrar nos meandros da distribuição, circulação de consumo do produto.
O processo envolve a permanência em períodos distintos no Centro, pois são vários os estágios de aprimoramento para distintos indivíduos da comunidade. O aprendiz, normalmente o infrator da venda clandestina do palmito nativo, deve ter uma bolsa para que possa se estimulado a participar de tais atividades, que seja compatível com a média salarial da região.
Com a introdução de maquinários ecologicamente compatíveis e voltados para garantir a autossustentabilidade e viabilidade da proposta em seus desdobramentos comercias, visando definir estratégias e logísticas de circulação, distribuição e consumo, o aprimoramento deve seguir o rastro do comprometimento dos indivíduos no processo produtivo, no comprometimento como o reflorestamento e nas atividades comunitárias/associativas como requisitos para alcançar níveis distintos na formação permanente propiciada pelo Centro.
Estação de Trabalho e Mídias
Centro de organização do trabalho, alocação da equipe técnica,espaço de reuniões comunitárias e de negócios, local de produção e orientação das práticas de produção de informação e comunicação. Sede do laboratório de mídias e dos instrumentos de comunicação de divulgação de princípios, projetos, propostas, execuções ,encaminhamentos e possíveis soluções para problemas que aparecerão durante o desenvolvimento e a difusão das metodologias aprimoradas localmente.
O armazenamento e difusão dos conteúdos, inclusive para o Centro de Formação será processado pela criação e manutenção em mídias digitais, tanto em sites como em radiodifusão para alcançar um número crescente de participantes.
A Estação cumprirá também a função de monitoramento do trabalho e acompanhamento das ações de preservação e manutenção florestais pela utilização da tecnologia de rádios e GPS em cada local de trabalho.
Viveiro de Mudas
Espaço para a cultivo, preparação e disponibilização de mudas de juçara e pupunha, tanto para a atividade produtiva, quanto para o reflorestamento, com a utilização de espaço destinado pelos associados da Agrisolvale,com o envolvimento da comunidade. A mão de obra deve passar por formação e também por orientação dos agricultores experientes, utilizando como mão de obra infratores e aqueles que não estão envolvidos diretamente nas atividades produtivas. Deve suprir as necessidades do projeto, mas que gradualmente pode se transformar em laboratório de experimentação e pólo de produção para vários projetos que venham a se implantar na região. Uma contribuição pra garantir a viabilização financeira autônoma da proposta em futuro não tão remoto.

Oficina de Processamento do Palmito
Criação de espaço destinado à produção do palmito em conserva e de embalagem do palmito in natura, no âmbito de abrangência da Agrisolvale, Segue as especificações técnicas, de higiene e trabalho definidas pela legislação federal e órgãos reguladores da produção de alimentos. A mão de obra deve ser local com capacitação pelo Centro de Formação e todos os equipamentos em aço inoxidável, com água tratada e avaliada periodicamente. A implantação deve seguir parâmetros locais, regionais e nacionais, sendo que se inicia com complexidade doméstica, ganhando complexidade gradual e aprimoramento técnico.
Central de Comercialização e Distribuição
Local de estocagem, armazenamento e distribuição do palmito processado e in natura embalado. Esfera de ação para definição de estratégias e logística da distribuição, circulação e consumo com ênfase no local, regional, estadual e nacional, consoante demanda, produtividade e ampliação dos negócios familiares e esferas de atuação de Agrisolvale. Deve estar intimamente associada, conforme os demais segmentos, a Estação d Trabalho e Mídias para a definição e criação de produtos e materias de divulgação e marketing.

Objetivos
Possibilitar o desenvolvimento sustentável do reflorestamento do juçara e o plantio e comercialização do pupunha envolvendo pequenos produtores vinculados a Agrisolvale nas cidades de Sete Barras e Juquiá.
Criar condições para a erradicação das infrações contra o ecossitema, contribuindo para o cumprimento da legislação protecionista do meio ambiente, ao mesmo tempo criando condições para incorporação de nova mão de obra nos empreendimentos econômicos;
Criar centro de Formação Permanente Para o Trabalho na região envolvendo técnicos capacitados, administração condizente e localização pertinente ao projeto.
Capacitar para a mão de obra para formação de técnicos locais para produção, circulação, distribuição e comercialização da produção do pupunha;
Capacitar mão de obra para o reflorestamento do juçara com técnicas pertinentes e ecologicamente viáveis, com destaque técnico, financeiro e de competências coerente com o projeto e os patrocinadores;
Constituir uma Estação de Trabalho para equipe técnica e desenvolvimento de mídias pela internet produtora de conteúdo da proposta para divulgação a partir de parcerias com as mídias locais, principalmente radiodifusão.

Prof.Dr. Adilson JOsé Gonçalves

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